domingo, 24 de abril de 2011

Tarde de Heroscape

Dando Continuidade às atividades lúdicas do feriado, ontem rolou uma visita à casa do Baiano no começo da tarde, meio que em cima da hora, para filar uma bóia do almoço e uma partida de Heroscape com o Maurício também.


Juntamos o Master Set 2: Swarm of the Marro (do Baiano) com o meu Master Set 3: Battle for the Underdark e montamos um mesão para nós três jogarmos um free-for-all.

Baiano montou seu grupo com as minis de heróis de seu Master Set. Montei um basicamente composto de drows elves com mais o dragão negro e o gigante do fogo. O Mau optou por um exército bem mais variado, usando de tudo um pouco, com maior destaque para seu Iron Golem e seu legionários romanos.

Como o Mau e o Baiano jogaram pela primeira vez, optamos for fazer uma partida mais rápida e simples, sem glyphs ou itens mágicos. O gatilho de final de jogo seria a eliminação de um exército inteiro de um  jogador. O vencedor seria aquele com o maior grupo restante (em pontos).

Mau e eu começamos a pancadaria logo na primeira rodada, enquanto o Baiano se aproximava com toda calma e tranqüilidade, até a hora em que mandei meu dragão em cima dele.

Acabei dividindo demais minhas forças e tive de lidar com dos grupos em dois locais diferentes, o que resultou na minha quase eliminação. Fiquei uma única mini, uma maga drow.

No momento em que Baiano e Mau se enfrentaram, aquele já estava mais debilitado, cortesia de minha humilde pessoa. O embate mais maneiro ficou por conta do Iron Golem do Mau contra o Major Q10 do Baiano.


Enquanto eles lutavam, me deram uma trégua, o que foi suficiente para atacar suas minis pelas costas (sim, sou um advogado jogando com drows. Você esperava outra coisa?). Foi o que precisava para sair do sufoco e matar as duas minis restantes do Baiano com meus ataques de veneno e garantir o segundo lugar, enquanto o Mau ganhava a partida.

Heroscape é um jogo do qual gosto muito. Tabuleiro modular 3D, minis bem feitas já pintadas, regras fáceis e intuitivas e batalhas rápidas e furiosas. Não é o suprassumo da estratégia, mas cumpre muito bem o papel que lhe foi designado.

Joguei menos do que gostaria até hoje. Mas, agora que caiu no gosto do Mau e do Baiano, tenho convicção de que este bom jogo de minis verá mesa com mais freqüência.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Santa Joga

Poucas maneiras melhores de se aproveitar um feriadão do que uma boa joga em casa. Aproveitei a oportunidade do feriado da Semana Santa pra chamar um pessoal pro Covil. Conforme a galera foi chegando, fomos montando nossas mesas.

Groo foi o primeiro a chegar, seguido de Baiano, Cleo e Moreto. Assim formamos nossa primeira partida do dia. O escolhido foi o Turned do autor Martin Norris.


Este é uma novidade trazida pelo Groo, que ganhou o prêmio de print & play da Ilha do Tabuleiro. É um jogo de zumbis interessante, onde não há rolamento de dados (!!!) e, uma vez infectado, o jogador vira um zumbi (situação que nunca vi em nenhum outro jogo do gênero). Quando isso ocorre, a missão do jogador, que antes era de fugir no prédio onde se encontra (seguindo cartas de "plano de fuga" - bem interessante), passa a ser de transformar os outros jogadores em zumbis (o mais interessante do jogo).

Como é uma versão print & play, não dá pra falar nada sobre os componentes, mas a jogabilidade é bem legal, apesar de achar que ainda pode ser melhorada.

O vencedor foi Moreto, que conseguiu seguir à risca uma das cartas de plano de fuga e saiu do prédio usando vários lençóis trançados.

Com a chegada dos Crises, abrimos o primeiro mesão do dia, com uma prata da casa: Red Dragon Inn.


Seguem os personagens usados por cada um dos jogadores:
Moreto - Bardo
Chris - Ladrão
Cristina - Ilusionista
Baiano - Mago
Zombie - Clériga
Cleo - Ogro
Groo - Anão

A partida foi totalmente atípica. Para começo de conversa, não fui eliminado na primeira rodada, então aproveitei pra tocar o maior zaralho na partida (afinal de contas, eu não iria durar mesmo...).

Minha primeira ação foi abrir uma rodada de apostas que foi aumentada 3 vezes, o que fez com que todos esvaziassem os bolsos, menos o Moreto, que acabou levando todo o ouro. Dispensável dizer que, depois dessa, minha popularidade caiu ainda mais.

Várias pessoas começaram a perigar pela falta de ouro, dentre elas, a Ilusionista da Cris Neves. Aproveitei a oportunidade para lhe tirar a última moeda e derrubar a lenda do Red Dragon Inn, que foi a primeira a sair, seguida de perto pela Cleo e pelo Groo, que também rodaram por falta de dinheiro.

Consegui me segurar heróica (e histericamente) até a 4a rodada, na qual fui derrubado pelo "teto-preto".

A final acabou rolando entre Baiano, Moreto e Chris Santos. Baiano acabou rodando pela falta de grana e Chris Santos acabou detonando o Moreto numa final muito emocionante.

Quando os dois últimos convidados da noite (Maurício e Cris) chegaram, pegamos o Sitting Ducks Deluxe, o qual o Groo teve muita boa vontade em traduzir todas as cartas do alemão original. Foram duas mesas seguidas, nas quais a galera se alternava para dar lugar aos que estavam de fora.


Na primeira mesa, Maurício jogou uma "gripe aviária" e matou quase todos os patos, restando apenas um pato do Groo, que levou a partida. Na segunda mesa, Moreto fez uso da mesma arma, mas conseguiu um resultado bem mais devastador: eliminou todos os patos de todos os jogadores, fazendo com que a partida acabasse sem nenhum vencedor.

Depois, montamos uma mega-mesa de Cash'n'Guns. Tivemos de usar a caixa dos Crises e a minha versão home-made by Baiano Productions para jogarmos nove ao mesmo tempo.


Usamos algumas regras da expansão Yakuzas e montamos 3 gangues de 3 jogadores cada: 1a - Baiano, Moreto e Zombie; 2a - Raphael, Cris Neves e Mau; 3a - Groo, Chris Santos e Cleo. Demos uma adaptada nas regras e mandamos bala. Literalmente.





Tivemos quatro mortes ao todo, em ordem: Mau, eu, Baiano e Cris Neves. Apenas a 3a gangue chegou ao final com todos os membros e, por via de conseqüência, venceu a partida com US$ 380.000. A 1a gangue terminou com US$ 140.000 e a 2a gangue ficou com US$ 50.000.

Finalizamos a noite com uma partida de 7 Wonders entre Groo, Chris Santos, Moreto, eu, Raphael e Baiano.


Tentei não focar no poderio militar e tentar outras estratégias. Tomei feio na cabeça e fiquei com o pior resultado que já tive numa partida de 7 Wonders. Pareceu até que o Fel (que fez uma visita de médico pra rever a galera) jogara no meu lugar ;-)

A partida terminou com Groo e Chris Santos empatados com 54 pontos (Groo venceu o desempate por ter mais peças de ouro); Moreto ficou logo atrás com 52; Baiano com 49; eu com 44; e Raphael com 43 pontos.

domingo, 17 de abril de 2011

Surra na Casa do Mau

Hoje rolou uma partida inesperada na casa do Mau de KillZone, uma variante de Warhammer 40K, que torna a partida mais ágil, rápida, dinâmica, menor e diminui em muito o downtime. Nas palavras de meu amigo Moreto, é uma "briga de faca no elevador".


Participamos Mau (de orks), Baiano (de Eldars), Luiz (de Imperial Guard Cadian) e eu (com um mix de várias minis imperiais).


Primeira partida, moleque-piranha que sou, resolvi partir pra cima e descobri que esse não é o forte dos Imperiais. Acabei levando tapa do Luiz e do Mau, enquanto Baiano ficava entocado.

Quando o Mau finalmente resolveu partir pra cima, eliminou quase me pelotão inteiro num assalto Ork, enquanto o Luiz deu o tiro de misericórdia com um morteiro. Quase rolou um player elimination na 3a rodada.

Deu a minha hora e fiz uma retirada estratégica. Nem sei quem ganhou a partida. Mas sei que levei uma surra!

sábado, 9 de abril de 2011

Joga da Preguiça

Depois de uma semana massacrante e de uma festa de aniversário que varou a madrugada de sexta para sábado, Warny e o resto de meus amigos que me perdoem, mas não tive pique pra partir para a Torre das Peças deste sábado. Em vez disso, chamei Moreto e Chris Santos para uma joga rápida aqui em casa na hora do almoço.

Começamos com o SmallWorld do Moreto, que até então ainda não vira mesa.


Primeira vez que jogo uma partida de 3 jogadores e o tamanho do tabuleiro (bem pequeno) realmente influencia. A pancada já começou a estancar desde a segunda rodada. Consegui utilizar quatro raças diferentes ao longo da partida. Nada de laço afetivo: declinava e mandava pra vala! Comecei com os Wizards (que não funcionaram direito porque Moreto tomou conta de dois pontos de magia e não largou do osso nem por um decreto), depois utilizei para os Tritões, passando pelos Ghouls e terminando com os gigantes. Moreto, no meio da partida, emendou um combo de ratos com poder de mercadores e ganhava cerca de 19 pontos por rodada. Christiano foi que ficou com uma mesma raça por mais tempo: manteve seus elfos por 7 rodadas, até conseguir atravessar o mapa, ligando mar e lagoa. Mas devo ter feito alguma coisa certa no meio do caminho, pois tive uma vitória apertada com 123 pontos; Moreto logo em segundo com 120 e Chris com 106.

Depois apresentei o 7 Wonders aos meus dois convidados.


Jogadores de Magic, habituados com a modalidade de draft, resultou numa learning session bem rápida.

Conseguimos jogar duas partidas. A primeira terminou com a vitória do Moreto com 54 pontos, seguido de perto por mim com 53 e Chris logo atrás com 31. Na segunda, Moreto conseguiu colocar uma distância maior entre o resto: terminou com 59, enquanto Chris e eu empatamos com 44 pontos. Realmente foi uma excelente compra; quanto mais jogo, mais gosto.

domingo, 3 de abril de 2011

OPINIÃO: Mudança de Paradigma no Segmento "Ameritrash"

Quando entrei para o mundo dos tabuleiros importados, nos idos de 2008, desde já a veia de ameritrasher mostrou a que veio.

Tentei, mesmo, por diversas vezes curtir masturbações mentais na hora de escolher se seria melhor plantar legumes ou verduras. Procurei diversão em gastar horas para solucionar se seria melhor criar gado ou javali duas rodadas depois. Mas não deu. Definitivamente não é pra mim. Ainda bem ;-).

Enfim, na aurora de minha iniciação lúdica, havia um nome realmente marcante para a minha predileção e que reinava supremo: a TWILIGHT CREATIONS, com seu carro-chefe Zombies!!! (que atualmente está na segunda edição e possui nove expansões).


Jogos de terror, cartas de efeito “Pokémon” e, muitos, muitos rolamentos de dados. Um verdadeiro caos, muitas cubreadas (apesar de só vir a conhecer esta expressão tempos depois, ela já rolava) e gargalhadas insanas.

Conforme o tempo foi passando, fui apurando o meu critério (sim, caros eurogamers, ameritrashers também possuem senso crítico) e descobri que meu ídolo tinha pés-de-barro: a regras contidas no manual eram dúbias e, por vezes, contraditórias; mecânicas quebradas; as FAQs eram maiores do que os próprios manuais; componentes de baixa qualidade; partidas que poderiam durar ad eternum por não se atingir o gatilho de final de jogo (eu mesmo já passei por várias situações nas quais as partidas duraram mais de duas horas e terminamos de comum acordo pois já perdera o fator diversão); etc.

Foi neste momento que descobri a novata FLYING FROG com seu então único título, o Last Night on Earth.


Chamou a atenção, desde logo, pela alta qualidade dos componentes (miniaturas, tabuleiros e cartas), pela jogabilidade mais redonda, um ótimo manual de regras, material gratuito disponível no site e, claro, muitos rolamentos de dados. De longe LNOE é melhor jogo de zumbis que já joguei.

A FLYING FROG não parou por aí. Lançou A Touch of Evil (uma redução do Arkham Horror), o Invasion from Outer Space (que usa a mesma mecânica do LNOE) e o Conquest of Planet Earth (onde jogamos com alienígenas que invadem a Terra). E vem uma big box a caminho: Fortune and Glory (jogo de caçadores de tesouros ambientado na década de 1930).

O valor da TWILIGHT CREATIONS no segmento ameritrash é inegável, mas, aparentemente, ela se recusa a aprender com os próprios erros. Neste meio tempo, a FLYING FROG continua a crescer, apresentando uma quantidade cada vez maior de títulos de alta qualidade.

Vídeos da Última Torre das Peças

A próxima Torre das Peças acontecerá no sábado que vem, no Spoleto do Largo do Machado.

Para ajudar o tempo a passar, disponibilizo aqui no blog dois dos vídeos feitos pelo amigo Warny, mestre de cerimônia do evento, no último encontro.






Até sábado que vem!